Esta é mais uma das muitas cartas que já te escrevi, aquelas que tu nunca irás ler. Sinceramente, talvez te escreva por sentir uma necessidade de te encontrar e este ser o único sitio onde te posso procurar ...
Houve um tempo em que ainda esperei um sinal, tentei fazer com que desses por mim, ainda procurei um toque, um olhar, um sentimento qualquer coisa que me fizesse ver /sentir que me amavas - Mas não. Tu, para mim, apenas tinhas palavras frias e amargas, injustas, e eu mesmo magoada sempre a tentar chegar ao teu mundo onde tão desesperadamente, no fundo, eu tanto desejei entrar. Por mais que tu fizesses e dissesses eu perdoava-te. Porquê? Porque era Criança, era menina e a única coisa que eu queria era um gesto de amor da tua parte - Parva. Eu ainda sou a criança rebelde que chorava com medo do mundo, mas com uma diferença : Eu já nao tenho medo!!
Tiraste-me muito, se não tudo, e ainda hoje, com 22 anos, carrego a culpa, a tristeza a vergonha e a desilusão de tudo o que me fizes-te - sentimentos que tu sempre fizes-te questão de manter presente em mim..
Apesar de tudo, quero que saibas que, com o tempo, o grande aliado da ausência, a intensidade aguda da minha tristeza foi-se esbatendo, mas o vazio no meu coração permaneceu. E esse vazio doí, amargo vazio ..
Não te posso dar mais nada, Desculpa, mas as palavras esgotaram-se.
ADEUS !!!
(Já nao tenho mais lágrimas para chorar, g
astei-as todas, nas imensas noites
em que ainda esperava alguma coisa de ti. S
um dia espero conseguir perdoar-te